Os cuidados contra o Diabetes

Publicado em: 25/05/2021

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença e suas formas de prevenção, o Dia Mundial do Diabetes é lembrado, anualmente, em 14 de novembro, desde 2007. O diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. O problema envolve o metabolismo da glicose no sangue, podendo ser apresentado de várias maneiras.

Os tipos mais conhecidos de diabetes são o 1 e o 2. 

Diabetes tipo 1

Caracteriza-se pela falência das células beta no pâncreas e é mais comum em indivíduos com menos de 35 anos. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença, mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. 

Sintomas: pode incluir sintomas como excesso de sede, perda de peso repentina e acelerada, fome exagerada, cansaço, vontade de urinar com frequência, problemas na cicatrização, visão embaçada, falta de interesse e de concentração e, em alguns casos, vômitos e dores estomacais.

Diabetes tipo 2

Traz uma carga genética maior e ocorre por resistência à ação da insulina, tendo a obesidade como um dos principais responsáveis.

Sintomas: a maioria dos casos não apresenta sintomas, exceto quando a glicemia está muito elevada, aí pode-se apresentar os mesmos sintomas do diabetes tipo 1.

O número de diabéticos aumenta em virtude do crescimento e do envelhecimento populacional, da maior urbanização, da progressiva prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como da maior sobrevida de pacientes. O diagnóstico tardio favorece o aparecimento de complicações como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, cegueira e insuficiência renal.

 

Números sobre a doença (Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes)

– Atualmente, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes no Brasil, o que representa 6,9% da população

– Estima-se que a população mundial com diabetes seja da ordem de 387 milhões e que alcance 471 milhões em 2035

– Cerca de 80% dos indivíduos com diabetes vivem em países em desenvolvimento, onde a epidemia tem maior intensidade e há crescente proporção de pessoas acometidas em grupos etários mais jovens.

– Os gastos diretos com o diabetes variam entre 2,5 e 15% do orçamento anual da saúde de um país, dependendo de sua prevalência e do grau de complexidade do tratamento disponível. Estimativas do custo direto para o Brasil oscilam em torno de 3,9 bilhões de dólares, em comparação com 0,8 bilhão para a Argentina e 2 bilhões para o México

– A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que mais de 550 milhões de pessoas em todo mundo terão a doença até 2035.

 

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Mulheres são mais suscetíveis

Em 2013, a Pesquisa Nacional de Saúde – PNS estimou que, no Brasil, 6,2% da população com 18 anos ou mais de idade referiram diagnóstico médico de diabetes, sendo de 7% nas mulheres e de 5,4% nos homens.

O diabetes exerce um impacto maior nas artérias femininas do que nas masculinas. O fato é comprovado cientificamente, mas ainda não se sabe a razão.

Por conta da oscilação hormonal, boa parte das mulheres sente desejo maior no consumo de doces, especialmente no período pré-menstrual. Para quem já atingiu a menopausa, a gordura tende a se acumular na cintura e este é um dos principais estopins do diabetes.

Grávidas necessitam de cuidado redobrado. Após o quarto ou quinto mês de gestação, muitas podem desenvolver a diabetes gestacional. Por isso, a importância de checar as taxas de glicose ao longo da gravidez. 

Prevenção e tratamento

O tratamento inclui medicações de uso oral e opções injetáveis, como a insulina. Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas são necessárias em alguns casos. 

Associado ao uso das medicações é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas.

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