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Esquecimento é uma experiência comum na vida moderna, especialmente em meio à correria, ao estresse e ao excesso de informações que recebemos diariamente. No entanto, quando o esquecimento começa a afetar atividades simples do dia a dia, como compromissos, nomes de pessoas ou objetos familiares, muitas pessoas passam a se perguntar se podem estar desenvolvendo demência.
A demência é uma condição que interfere de forma progressiva nas funções cognitivas — memória, raciocínio, linguagem e comportamento. Nem todo esquecimento é sinal de demência, mas entender as diferenças entre o que é normal e o que precisa de atenção médica é fundamental para agir a tempo e preservar a qualidade de vida.
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post sobre “Tenho Alguns Esquecimentos, Como Posso Saber se Estou Desenvolvendo Demência?”:
1. Quando o esquecimento pode ser sinal de demência
2. Como saber se meus esquecimentos são normais ou preocupantes
3. Qual é a diferença entre esquecimento comum e demência
4. Quais sintomas além do esquecimento indicam demência
5. Quais exames ajudam a identificar se o esquecimento está ligado à demência
6. O esquecimento pode estar relacionado ao estresse, ansiedade ou depressão
7. Como prevenir o esquecimento e reduzir o risco de desenvolver demência
8. Conclusão
Continue a leitura e descubra tudo sobre o tema “Tenho Alguns Esquecimentos, Como Posso Saber se Estou Desenvolvendo Demência?” — entenda os principais sinais, causas e formas de prevenção para cuidar da sua saúde com o apoio médico da Clínica Salute.
O esquecimento é um sintoma que, na maioria das vezes, está relacionado ao ritmo acelerado da vida moderna, à falta de sono, ao estresse ou à sobrecarga de informações. No entanto, quando o esquecimento passa a ser frequente e começa a interferir nas atividades cotidianas, é importante ficar atento, pois pode ser um dos primeiros sinais de demência. A demência é um conjunto de doenças neurológicas que afetam diretamente a memória, o raciocínio e o comportamento, sendo o Alzheimer a forma mais comum.
Em muitos casos, o esquecimento é benigno e reversível — causado por cansaço, preocupações, uso de medicamentos ou deficiências nutricionais. Mas quando a pessoa começa a repetir perguntas, esquecer nomes próximos, se perder em lugares conhecidos ou apresentar mudanças de humor sem motivo aparente, o esquecimento deixa de ser apenas um lapso de memória e passa a exigir avaliação médica.
Sinais de que o esquecimento pode indicar demência
● Esquecimento constante de informações recentes, como conversas ou compromissos do dia anterior;
● Dificuldade para reconhecer pessoas, lugares ou objetos familiares;
● Repetição de perguntas ou histórias várias vezes ao dia;
● Perda de noção de tempo ou espaço, como esquecer o dia da semana ou o caminho de casa;
● Mudanças comportamentais, como irritabilidade, confusão ou apatia;
● Dificuldade para executar tarefas simples, como preparar refeições ou pagar contas.
Quando o esquecimento vem acompanhado desses sintomas, é fundamental procurar um médico especialista para investigar a possibilidade de demência. O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento e desacelerar a progressão da demência, permitindo que o paciente mantenha qualidade de vida e autonomia por mais tempo.
O esquecimento é algo que todos vivenciam, principalmente em períodos de estresse, sobrecarga mental ou noites mal dormidas. O cérebro humano tem limites para processar informações, e quando está cansado, o esquecimento se torna um reflexo natural. No entanto, quando os lapsos de memória passam a ser constantes e afetam tarefas simples do dia a dia, é hora de prestar atenção — esse tipo de esquecimento pode indicar algo mais sério, como o início de um quadro de demência.
A diferença entre o esquecimento normal e o esquecimento preocupante está na intensidade, na frequência e no impacto que causa na rotina. Saber distinguir um do outro é essencial para buscar ajuda médica no momento certo e evitar o agravamento de doenças neurológicas.
Esquecimento normal — comum e passageiro
Esse tipo de esquecimento acontece com qualquer pessoa, em qualquer idade, e costuma ter causas temporárias e reversíveis. É uma resposta do corpo ao cansaço físico, à falta de atenção ou ao excesso de estímulos mentais.
Entre os sinais típicos do esquecimento normal estão:
● Lapsos momentâneos de memória, como esquecer onde deixou as chaves, mas lembrar alguns minutos depois.
● Dificuldade leve para lembrar nomes ou compromissos, especialmente quando se está cansado ou preocupado.
● Esquecimento pontual, geralmente associado à distração ou à falta de foco em uma tarefa.
● Capacidade de lembrar com dicas ou lembranças parciais, mostrando que a memória ainda funciona adequadamente.
● Autopercepção do esquecimento, ou seja, a pessoa nota que está esquecendo e tenta compensar com anotações, lembretes e organização.
Nesses casos, o esquecimento não está relacionado à demência, mas sim a fatores emocionais e de estilo de vida — algo que pode ser melhorado com descanso, alimentação saudável, sono de qualidade e hábitos de estímulo cognitivo.
Esquecimento preocupante — quando é hora de investigar
O esquecimento deixa de ser considerado normal quando começa a comprometer a autonomia da pessoa e a interferir nas suas atividades diárias. Quando o cérebro não consegue registrar ou recuperar informações recentes com consistência, pode haver indícios de demência.
Os principais sinais de alerta são:
● Repetição constante de perguntas, frases ou histórias, sem lembrar que já foram ditas.
● Esquecimento de informações recentes, como o que comeu, para onde foi ou com quem conversou.
● Desorientação em locais conhecidos, esquecendo caminhos habituais ou confundindo dias e horários.
● Dificuldade para reconhecer pessoas próximas ou lembrar nomes familiares.
● Mudanças de comportamento, como irritação, apatia, ansiedade ou desconfiança sem motivo aparente.
● Perda de noção do tempo, esquecendo datas, compromissos e até estações do ano.
Quando o esquecimento evolui para esse estágio, é importante procurar avaliação médica especializada. A demência pode se desenvolver de forma lenta e silenciosa, mas o diagnóstico precoce ajuda a controlar sintomas e manter a qualidade de vida do paciente.
Nem todo esquecimento é motivo de preocupação. É normal que o cérebro tenha falhas de memória ocasionais — afinal, a rotina corrida, o estresse e a falta de sono afetam diretamente nossa capacidade de concentração e retenção de informações. Entretanto, quando o esquecimento se torna recorrente, afeta tarefas simples e vem acompanhado de confusão mental, pode ser um sinal de demência. Saber diferenciar um esquecimento passageiro de um sintoma clínico é essencial para agir no momento certo e preservar a saúde cerebral.
O esquecimento comum é geralmente pontual e reversível. Ele está associado a fatores do estilo de vida, como fadiga, ansiedade, sobrecarga de informações e até má alimentação. Já a demência é uma condição neurológica progressiva que compromete a memória, o raciocínio, a linguagem e o comportamento, interferindo na independência e na qualidade de vida.
Veja abaixo as principais diferenças entre o esquecimento comum e a demência:
Esquecimento comum: lapsos normais da memória
O esquecimento leve e esporádico pode acontecer com qualquer pessoa. Ele costuma aparecer em momentos de distração ou exaustão mental e não compromete a capacidade funcional do indivíduo.
● Causa: geralmente ligada a cansaço, estresse, ansiedade, envelhecimento natural ou falta de sono.
● Frequência: ocorre ocasionalmente e melhora com descanso, foco e rotina organizada.
● Reconhecimento: a própria pessoa percebe o esquecimento e consegue corrigi-lo sozinha.
● Exemplos comuns: esquecer onde deixou as chaves, esquecer um nome momentaneamente ou errar a data de um compromisso, mas lembrar depois.
● Solução: praticar atividades cognitivas, manter boa alimentação, dormir bem e controlar o estresse.
O esquecimento comum é temporário e, na maioria dos casos, não exige tratamento médico — apenas ajustes de hábitos e estímulos à memória.
Demência: quando o esquecimento se torna um sinal de alerta
Na demência, o esquecimento é apenas um dos vários sintomas. Ele se manifesta de forma persistente, se agrava com o tempo e interfere nas atividades cotidianas. A pessoa pode não perceber suas próprias falhas de memória, o que exige atenção redobrada de familiares e cuidadores.
● Causa: degeneração das células cerebrais, como ocorre na Doença de Alzheimer e em outros tipos de demência.
● Frequência: o esquecimento é contínuo, aumenta progressivamente e não melhora com o descanso.
● Reconhecimento: o paciente não percebe as falhas e, muitas vezes, nega ou não compreende a perda de memória.
● Exemplos: esquecer nomes de pessoas próximas, perder-se em locais familiares, trocar palavras ou não reconhecer objetos comuns.
● Consequências: afeta a autonomia, o raciocínio e o comportamento, podendo causar desorientação e mudanças emocionais.
A demência exige acompanhamento médico especializado por neurologista e/ou geriatra, pois o tratamento precoce pode retardar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Quando buscar ajuda médica
Se o esquecimento começou a interferir no trabalho, nas relações pessoais ou nas tarefas domésticas, o ideal é procurar avaliação com um especialista, o neurologista ou o geriatra. O médico poderá solicitar exames clínicos e cognitivos para identificar se o esquecimento é resultado de estresse e cansaço ou se existem sinais iniciais de demência.
Na Clínica Salute, o atendimento é completo e humanizado. Os profissionais investigam as causas do esquecimento, realizam exames de avaliação da memória e, se necessário, encaminham o paciente para acompanhamento neurológico. Assim, é possível diferenciar o esquecimento natural das alterações que indicam demência, garantindo cuidado precoce e personalizado.
Muitas pessoas associam a demência apenas ao esquecimento, mas esse é apenas um dos vários sinais que podem indicar o comprometimento das funções cerebrais. A demência é uma síndrome que afeta gradualmente diferentes áreas do cérebro, interferindo não apenas na memória, mas também na atenção, na linguagem, no raciocínio, no comportamento e até nas emoções. Por isso, é importante compreender que o esquecimento nem sempre aparece sozinho — ele costuma vir acompanhado de outros sintomas cognitivos e comportamentais que ajudam a identificar precocemente o quadro.
Nos estágios iniciais, o paciente pode apresentar esquecimento leve e confusão ocasional. Com o avanço da demência, esses sinais se intensificam e passam a afetar a vida diária. Observar o comportamento da pessoa e perceber mudanças sutis pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce.
Principais sintomas que acompanham o esquecimento na demência
Além do esquecimento, outros sintomas merecem atenção, pois indicam que o cérebro pode estar sendo afetado por processos neurodegenerativos. Esses sinais são progressivos e interferem no modo como o indivíduo compreende, se comunica e se relaciona com o mundo ao redor.
● Dificuldade para realizar tarefas simples: atividades antes automáticas, como cozinhar, se vestir ou usar o telefone, tornam-se confusas.
● Desorientação no tempo e no espaço: a pessoa esquece onde está, confunde o dia, o mês ou o horário, e pode se perder em locais familiares.
● Alterações de linguagem: dificuldade para encontrar palavras, formar frases completas ou compreender conversas cotidianas.
● Mudanças de humor e comportamento: irritabilidade, apatia, agressividade ou episódios de desconfiança sem motivo aparente.
● Dificuldade de julgamento e tomada de decisões: o paciente começa a fazer escolhas incoerentes, gastar dinheiro de forma impulsiva ou se colocar em situações de risco.
● Perda de iniciativa e isolamento social: a pessoa deixa de demonstrar interesse por atividades, conversas ou encontros que antes eram prazerosos.
● Alterações no sono e na alimentação: dormir demais, acordar desorientado ou esquecer de se alimentar adequadamente também são sinais que podem acompanhar a demência.
Esses sintomas, quando somados ao esquecimento progressivo, indicam que a demência pode estar comprometendo funções cerebrais importantes. Detectá-los precocemente ajuda a iniciar o tratamento adequado e desacelerar o avanço da doença.
Como diferenciar o esquecimento isolado da demência
O esquecimento ocasional pode ocorrer em pessoas saudáveis, principalmente em momentos de estresse ou fadiga mental. Já na demência, o esquecimento vem acompanhado de perdas cognitivas mais amplas e se agrava com o tempo.
É importante observar:
● A frequência dos episódios de esquecimento;
● O impacto desses lapsos na rotina;
● E se há outros sintomas cognitivos ou comportamentais associados.
Se o esquecimento começou a afetar o desempenho profissional, o convívio familiar ou a segurança pessoal, é hora de buscar avaliação médica.
A importância do diagnóstico precoce
Na Clínica Salute, o cuidado com o paciente que apresenta esquecimento e possíveis sinais de demência é integral. A equipe médica realiza uma avaliação detalhada, que pode incluir testes cognitivos, exames de imagem e análises laboratoriais, para identificar as causas do esquecimento e outros sintomas associados.
Diagnosticar a demência nos estágios iniciais permite planejar um tratamento que melhora a qualidade de vida, reduz a progressão dos sintomas e oferece suporte emocional à família. O acompanhamento contínuo com médico de família, neurologista ou geriatra ajuda o paciente a manter sua autonomia e bem-estar pelo maior tempo possível.
Quando o esquecimento começa a ser frequente e interfere nas atividades cotidianas, é essencial buscar avaliação médica. Nem todo esquecimento está relacionado à demência, mas alguns exames ajudam a diferenciar as causas emocionais, metabólicas ou neurológicas do problema. A investigação médica detalhada é fundamental para descobrir se o esquecimento é passageiro ou se pode estar associado ao início de um quadro de demência.
O diagnóstico de demência envolve uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, além de testes cognitivos específicos. O objetivo é avaliar o funcionamento do cérebro, descartar doenças que possam causar esquecimento e confirmar, quando necessário, a presença de alterações neurológicas.
Avaliação clínica e cognitiva
O primeiro passo é uma consulta médica completa, na qual o profissional analisa o histórico do paciente, a frequência dos esquecimentos, possíveis fatores de risco e sintomas associados. Essa avaliação inicial direciona a escolha dos exames complementares e permite identificar padrões de demência.
Entre os principais testes utilizados estão:
● Mini Exame do Estado Mental (MEEM): avalia memória, atenção, orientação, linguagem e capacidade de cálculo. É um dos instrumentos mais usados na triagem de demência.
● Testes neuropsicológicos: medem o desempenho cognitivo de forma detalhada, identificando o grau do esquecimento e outras alterações mentais.
● Avaliação funcional: observa como o paciente executa atividades diárias, como se vestir, cozinhar ou usar o telefone — indicadores importantes para distinguir esquecimento leve de demência progressiva.
Essas avaliações ajudam a entender se o esquecimento tem origem emocional (como ansiedade, estresse ou depressão) ou neurológica (como Alzheimer ou outros tipos de demência).
Exames laboratoriais
Os exames de sangue são fundamentais para descartar causas reversíveis de esquecimento, como deficiências nutricionais, distúrbios hormonais e doenças metabólicas.
Os principais exames incluem:
● Dosagem de vitamina B12 e ácido fólico: a carência dessas substâncias pode causar lapsos de memória e confusão mental semelhantes aos da demência.
● Função da tireoide (TSH e T4): alterações hormonais podem gerar esquecimento, lentidão cognitiva e fadiga mental.
● Glicemia e perfil lipídico: o controle do diabetes e do colesterol é essencial, já que o desequilíbrio pode afetar a oxigenação do cérebro e intensificar o esquecimento.
● Exames hepáticos e renais: doenças no fígado e nos rins também podem comprometer as funções cognitivas.
Quando identificadas e tratadas a tempo, essas causas podem reverter o quadro de esquecimento, sem evolução para demência.
Exames de imagem cerebral
As imagens do cérebro são ferramentas poderosas para detectar alterações estruturais e funcionais relacionadas à demência. Esses exames ajudam o médico a identificar lesões, inflamações ou áreas com redução de volume cerebral, que explicam o esquecimento e outros sintomas cognitivos.
Os principais são:
● Ressonância magnética (RM): fornece imagens detalhadas do cérebro, mostrando áreas com atrofia ou lesões associadas à demência.
● Tomografia computadorizada (TC): detecta acidentes vasculares, tumores ou sangramentos que possam causar esquecimento.
● PET Scan cerebral: avalia o metabolismo e o fluxo sanguíneo do cérebro, identificando precocemente padrões típicos de demência, como o Alzheimer.
Esses exames complementam a avaliação clínica e ajudam a confirmar o diagnóstico, permitindo que o tratamento seja iniciado o quanto antes.
A importância do diagnóstico precoce
Detectar as causas do esquecimento logo nos primeiros sinais é essencial para garantir um tratamento eficaz e preservar as funções cognitivas. Nem sempre a demência é inevitável — muitas vezes, o esquecimento tem causas tratáveis e reversíveis.
Na Clínica Salute, o paciente com esquecimento é avaliado de forma integral e humanizada. Os profissionais realizam todos os exames necessários, acompanham os resultados e elaboram um plano de cuidado personalizado para cada caso. O objetivo é identificar precocemente a demência e promover qualidade de vida, equilíbrio e bem-estar mental.
Sim. O esquecimento nem sempre está ligado a doenças neurológicas como a demência. Em muitos casos, ele surge como consequência do estresse, da ansiedade e da depressão, que interferem diretamente no funcionamento do cérebro e na forma como as informações são registradas e recuperadas.
Esses transtornos emocionais alteram os níveis de neurotransmissores e prejudicam a concentração, a atenção e o raciocínio — fatores essenciais para a memória. Assim, o esquecimento torna-se um sintoma frequente, principalmente quando a mente está sobrecarregada, cansada ou em sofrimento psicológico.
Como o estresse afeta a memória
O estresse é um dos principais vilões do equilíbrio mental. Quando o corpo permanece em alerta por muito tempo, o hormônio cortisol é liberado em excesso, prejudicando o hipocampo — região do cérebro responsável pela memória.
● Bloqueio cognitivo: o excesso de cortisol dificulta o armazenamento de novas informações e provoca esquecimento momentâneo.
● Falta de foco: a mente estressada se dispersa facilmente, impedindo que os dados sejam fixados com clareza.
● Fadiga mental: o cansaço constante reduz a capacidade de raciocínio e aumenta a sensação de confusão.
O esquecimento causado pelo estresse é geralmente temporário, mas se o quadro for mantido por longos períodos, pode se tornar crônico e se confundir com sintomas iniciais de demência.
Ansiedade e esquecimento: quando a preocupação é demais
A ansiedade também tem relação direta com o esquecimento. A mente ansiosa está em constante estado de antecipação e medo, o que sobrecarrega o sistema nervoso e reduz a capacidade de concentração.
● Pensamentos acelerados: a pessoa pensa em muitos assuntos ao mesmo tempo, sem conseguir armazenar informações novas.
● Falta de atenção: o cérebro não “registra” o que não foi devidamente observado, gerando lapsos de memória.
● Sensação de confusão: o excesso de preocupação causa distração e esquecimento de detalhes simples.
Esses episódios podem parecer alarmantes, mas costumam desaparecer quando a ansiedade é tratada adequadamente. O acompanhamento psicológico e médico é essencial para restaurar o equilíbrio emocional e reduzir o esquecimento.
Depressão e esquecimento: a mente desacelerada
A depressão é outra condição que pode provocar esquecimento frequente e dificuldade de concentração. A lentidão cognitiva, a falta de energia e o desinteresse pelas atividades fazem com que o cérebro tenha mais dificuldade para processar informações.
● Diminuição do raciocínio: o pensamento se torna mais lento, o que afeta diretamente a memória.
● Desmotivação e apatia: o desinteresse por tarefas e conversas reduz o estímulo cerebral, aumentando o esquecimento.
● Sintomas físicos associados: sono irregular, falta de apetite e cansaço excessivo também contribuem para lapsos de memória.
Nesses casos, o esquecimento não indica demência, mas reflete um estado emocional que precisa de cuidado e tratamento especializado.
Como diferenciar esquecimento emocional de demência
Apesar de sintomas semelhantes, o esquecimento emocional e o esquecimento causado por demência têm características distintas:
● No esquecimento emocional, a pessoa percebe as falhas e costuma se lembrar das informações com o tempo.
● Na demência, o paciente não reconhece seus lapsos de memória e apresenta perda progressiva de autonomia.
O médico é o profissional capacitado para identificar a origem do esquecimento e indicar o tratamento adequado — seja psicológico, psiquiátrico ou neurológico.
Prevenir o esquecimento e reduzir o risco de demência começa com o cuidado diário com o corpo e com a mente. Embora o esquecimento possa fazer parte do envelhecimento natural, é possível adotar hábitos que fortalecem o cérebro, melhoram a concentração e protegem as funções cognitivas ao longo dos anos.
O cérebro, assim como qualquer outro órgão, precisa de estímulo, boa nutrição, sono adequado e controle das doenças crônicas para funcionar bem. Pequenas mudanças de estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de demência e evitar o esquecimento precoce.
Hábitos que ajudam a prevenir o esquecimento
Manter a mente ativa e o corpo saudável é essencial para evitar lapsos de memória e preservar o raciocínio. Abaixo estão os principais hábitos que contribuem para fortalecer o cérebro e afastar o esquecimento:
● Pratique atividade física regularmente: o exercício melhora a circulação cerebral, estimula a produção de novas conexões neurais e reduz o risco de doenças que favorecem a demência, como hipertensão e diabetes.
● Durma bem: o sono é o momento em que o cérebro organiza e consolida as memórias. A falta de descanso adequado provoca esquecimento, irritabilidade e dificuldade de raciocínio.
● Mantenha uma alimentação equilibrada: priorize frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e azeite de oliva. Dietas ricas em ômega-3, vitaminas do complexo B e antioxidantes ajudam a prevenir o esquecimento e proteger o cérebro contra a demência.
● Evite o consumo de álcool e o tabagismo: essas substâncias comprometem a oxigenação cerebral e aceleram o declínio cognitivo.
● Controle o estresse e as emoções: a saúde mental influencia diretamente a memória. Práticas de relaxamento, respiração e lazer ajudam a reduzir o esquecimento causado por sobrecarga emocional.
● Mantenha o cérebro ativo: leia, aprenda coisas novas, jogue, escreva, estude. Atividades intelectuais fortalecem as conexões cerebrais e afastam a demência.
● Cuide da pressão, do colesterol e da glicemia: doenças crônicas mal controladas prejudicam o fluxo de sangue para o cérebro e aumentam o risco de demência.
Essas práticas simples têm efeito cumulativo: quanto mais cedo forem adotadas, maior a proteção contra o esquecimento e as doenças neurodegenerativas.
Estímulos sociais e emocionais também fazem diferença
Além dos hábitos físicos e mentais, o convívio social é um fator essencial na prevenção do esquecimento. Interagir com outras pessoas, conversar e participar de atividades em grupo estimula a memória, a linguagem e o raciocínio. O isolamento, por outro lado, acelera o declínio cognitivo e aumenta o risco de demência.
● Mantenha relações ativas: visite amigos, participe de encontros familiares e mantenha conversas presenciais.
● Expresse emoções: falar sobre sentimentos reduz o estresse e previne o esquecimento emocional.
● Cultive propósitos e hobbies: se sentir útil e produtivo protege a mente e mantém a motivação.
Esses estímulos emocionais ajudam o cérebro a se manter ativo, promovendo bem-estar e clareza mental.
A importância do acompanhamento médico preventivo
Mesmo com bons hábitos, é importante realizar consultas regulares e avaliações cognitivas, especialmente após os 50 anos. O esquecimento pode ter diversas origens — algumas simples e tratáveis, outras mais complexas —, e apenas o médico pode identificar se há risco de demência. Na Clínica Salute, o acompanhamento preventivo é voltado à saúde global do paciente. A equipe médica – médicos de família, clínicos gerais, geriatras e neurologistas - avalia a memória, o histórico familiar e o estilo de vida, orientando cada pessoa sobre como evitar o esquecimento e reduzir o risco de demência de forma personalizada.
A prevenção é o caminho mais seguro para garantir uma mente ativa e saudável por toda a vida.
Manter atenção aos sinais de esquecimento é essencial para identificar precocemente possíveis casos de demência.
Neste blog post, você leu tudo que precisa saber sobre “Tenho Alguns Esquecimentos, Como Posso Saber se Estou Desenvolvendo Demência?”. Falamos sobre quando o esquecimento pode ser sinal de demência, como saber se os esquecimentos são normais ou preocupantes, qual é a diferença entre esquecimento comum e demência, quais sintomas além do esquecimento indicam demência, quais exames ajudam a identificar o esquecimento ligado à demência, se o esquecimento pode estar relacionado ao estresse, ansiedade ou depressão e como prevenir o esquecimento e reduzir o risco de desenvolver demência.
Conteúdo desenvolvido pela Clínica Salute.
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